Solucionática para a problemática!!

Bandini odeia o positivismo. Dizer o sim antes mesmo de pensar. Gosta da negação. Por isso, Bandini é Dadá maravilha.

Dada é um movimento de negação. É um complexo de idéias e de atitudes de oposição. Dada não é de fato outra coisa que não seja oposição, recusa, negação. Dada não significa nada. Não é nada, nada, nada

Para que procurar um significado na vida. O pouco é muito. O simples está bom. Para que sofisticar com pensamentos pra lá de burgueses. Pense na simplicidade, ou não pense. Tá valendo.

Viver é uma paródia feliz da morte. Um lapso otimista de uma realidade fria. Num pensamento mais pessimista, a morte é a negação da vida. E por saber que a morte é vida, vivemos a transformação. Do tudo para o nada. Do sim para o não.

“Tudo muda exceto a própria mudança. Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.... Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo.... É na mudança que as coisas acham repouso....”

Bem, Bandini não acredita em verdades subjetivas. O valor de nossas ações e seu mais profundo significado são sempre incertos. Ser humano é agir face a tal incerteza. Os homens e as mulheres, segundo Sartre, agem sem autenticidade quando se comportam meramente como fantoches da sociedade. Fazer isso é fugir à responsabilidade.

Temos que ir além. Para crescer temos que aceitar a transformação. O dadaísmo reflete melhor estes momentos. A mudança só acontece com a negação dos dogmas. Do rompimento das barreiras emocionais. Rasgar com a navalha afiada toda a tentativa de emburrecimento institucional.

Bandini vai continuar se opondo. “Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar”. A resignação é o mal que se alastra. Está na pobreza, na fome, no racismo e na intolerância. Bandini prefere se indignar, se opor, dizer adeus, dar as costas, caminhar. Decidido pela estrada que ao findar vai dar em nada. Nada , nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada, do que eu pensava encontrar.