proto poesia

Finge que só faz o bem

Ela jurou que chegaria antes do fim da noite.
Uma luz cruzou sua vida.
E, por segundos ela nada enxergou.
Ela não entendera o que passou.
Uma luz, um raio.
Com a velocidade de uma leoa ferida, encosta na sarjeta.
Deixa seus pertences no carro negro.
Uma carruagem pós moderna que transforma o combustível em poluição.
Ela nega.
Ela finge que só faz o bem.

Alter ego

um outro eu
que não sabe quem é
entende a minha mente

ele sou eu
que sabe quem sou
conhece meu coração

eu sou ele
que cansado de ser eu
criei outro ser.
eu mesmo

Teias

a teia
fluido virtual...
sussurro do computador
vozes estranhas,
nas entranhas cancerosas
da humanidade.
grito para quem não quer ouvir...
para quem não quer pensar.

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